O Catecismo
do Companheiro
no Rito Schröder

Alan · Aguinaldo · Carlos · Leonardo
Augusta e Respeitável Loja Simbólica
Schröder Londrina n.º 133
Grande Oriente do Paraná

primeira parte

Ir. Alan

As cinco perguntas ao 2.º Vigilante

01Sois Companheiro Maçom?

02Como posso reconhecer-vos como tal?

03O que significa a Palavra ZAOB?

04Como fostes conduzido em torno da Loja?

05O que simboliza este costume?

§ pergunta 01 · ao 2.º vigilante

o Venerável Mestre

Irmão 2.º Vigilante, sois Companheiro Maçom?

Eu sou, examinai-me.

§ pergunta 01 · eu sou, examinai-me

A resposta afirma e se põe à prova

Eu sou

consciência

A condição alcançada, dita em primeira pessoa.

Examinai-me

humildade e responsabilidade

O Companheiro aceita demonstrar o que aprendeu.

Nas antigas oficinas, o reconhecimento estava ligado a conhecimentos, habilidades e sinais próprios do ofício.

§ pergunta 02 · ao 2.º vigilante

o Venerável Mestre

Como posso reconhecer-vos como tal?

Pelo Sinal, pela Palavra, pelo Toque e pela repetição das formalidades peculiares da minha Promoção.

§ pergunta 02 · os quatro sinais

Não basta conhecer cada elemento:
é preciso ter vivenciado a Promoção

Sinal

gesto e linguagem ritual

Palavra

conhecimento transmitido

Toque

reconhecimento fraternal

Promoção

experiência comum e efetivamente vivida

Os três primeiros preservam antigas formas de reconhecimento dos trabalhadores construtores.

§ pergunta 03 · ao 2.º vigilante

o Venerável Mestre

O que significa a Palavra ZAOB?

É o nome da outra Coluna no Átrio do Templo de Salomão, junto à qual os Companheiros recebiam o seu salário e significa: “O Senhor te fortalecerá”.

§ pergunta 03 · a outra coluna

A tradição liga o Aprendiz à Coluna J
e o Companheiro à Coluna B

J

grau de aprendiz

B

grau de companheiro · zaob

A Coluna junto à qual os Companheiros recebiam o seu salário, no Átrio do Templo de Salomão.

§ pergunta 03 · o que a palavra promete

“O Senhor te fortalecerá.”

a tradução da palavra zaob

perseverança

domínio de si

continuidade
do trabalho interior

No Rito Schröder as Colunas pertencem à instrução e à alegoria das Palavras dos Graus, e não ao inventário físico do Templo.

§ pergunta 04 · ao 2.º vigilante

o Venerável Mestre

Como fostes conduzido em torno da Loja?

De olhos abertos, unido aos Irmãos em Cadeia e ao som de música alegre.

§ pergunta 04 · as três marcas da viagem

A resposta guarda três condições da viagem

de olhos abertos

Já recebeu a Luz. Agora deve observar, comparar, analisar e investigar.

em Cadeia

A Fraternidade soma forças sem apagar a individualidade de cada Irmão.

música alegre

Schröder incorpora música, flores e palavras encorajadoras ao Grau.

§ pergunta 04 · a cadeia

“Um só corpo, uma só vontade e um só espírito.”

a cadeia de união

Cada participante conserva sua personalidade e soma suas forças às dos demais. O Companheiro caminha com os Irmãos, não sozinho.

§ pergunta 05 · ao 2.º vigilante

o Venerável Mestre

O que simboliza este costume?

Amizade, Beleza e Verdade. A Amizade é venerada pelo coração sensível; a Beleza é homenageada pelos nobres sentidos e a Verdade é cultivada pelo espírito sereno, inquiridor e alegre.

§ pergunta 05 · o que cultiva cada uma

O ritual dá a cada uma a sua faculdade

Amizade

venerada pelo

coração sensível

Beleza

homenageada pelos

nobres sentidos

Verdade

cultivada pelo

espírito sereno, inquiridor e alegre

As três faculdades, na ordem em que o ritual as nomeia — ritual do 2.º grau, p. 39.

§ pergunta 05 · a verdade se cultiva

“O que a Luz é para os olhos, assim é a Verdade para o Espírito.”

cartilha do rito schröder

O Companheiro não recebe uma conclusão pronta. Recebe uma direção de investigação.

§ as cinco perguntas · síntese do ir. alan

As cinco perguntas formam uma pedagogia

01Identidadequem somos
02Reconhecimentocomo somos reconhecidos
03Forçacontinuar o trabalho
04Caminhadaolhos abertos e união
05FinalidadeAmizade, Beleza e Verdade

segunda parte

Ir. Aguinaldo

A Pedra Cúbica e as batidas do Companheiro:
uma batida lenta e duas rápidas

06Em que trabalham os Companheiros?

07Como batem os Companheiros?

08O que significam estas batidas?

§ antes das perguntas · quem foi Schröder

Schröder quis um ritual mais próximo
das tradições antigas

o homem de teatro

1744 — 1816

Ator, diretor teatral e dramaturgo, e uma personalidade importante da Maçonaria alemã.

o reformador

a ritualística de sua época

Procurou recuperar uma forma de trabalho mais próxima das tradições maçônicas antigas, aproximando o ritual do dos maçons ingleses.

O símbolo não é decoração ritual. É uma ferramenta para pensar.

§ pergunta 06 · ao 2.º vigilante

o Venerável Mestre

Em que trabalham os Companheiros?

Na Pedra Cúbica, símbolo da Perfeição, da Razão e do Coração.

§ pergunta 06 · quem é a pedra

A Pedra Cúbica representa aquilo que
o Companheiro procura tornar-se

o Aprendiz

pedra bruta

Trabalha sobre a pedra bruta e a entrega semiacabada.

o Companheiro

pedra cúbica

Encontra uma pedra já trabalhada e assume um estágio mais refinado de aperfeiçoamento.

O homem que já recebeu ferramentas e conhecimento suficientes para assumir maior responsabilidade sobre a própria construção.

§ pergunta 06 · as três palavras da resposta

O Companheiro não é um homem pronto.
É um homem em processo.

Perfeição

Compreendida como aperfeiçoamento, e não como condição definitiva.

Razão

Estudar, pesquisar, observar. Não aceitar simplesmente aquilo que ouve.

Coração

Conhecimento sem humanidade pode produzir apenas orgulho.

§ pergunta 06 · o cubo como símbolo de equilíbrio

Suas faces se encontram de maneira regular

6

faces

12

arestas

8

vértices

Uma pedra irregular dificulta o assentamento. Uma pedra corretamente trabalhada integra-se à construção.

§ pergunta 06 · a obra perfeita

A pedra se faz tirando, nunca acrescentando

“A mais bela estátua está dentro do bloco de mármore na qual é esculpida. Tudo que o operário tem que fazer é desbastar o mármore que não faz parte da estátua.”
samuel herbert jones · ritual do 2.º grau, p. 45

Não está no poder do Companheiro acrescentar coisa alguma à sua pedra. Tudo que ele tem a fazer é retirar asperezas e defeitos visíveis.

§ a pedra na construção

Qual é o meu lugar
na construção?

fora do catecismo
o Companheiro pergunta a si mesmo

Não basta perguntar quanto eu aprendi.

É necessário perguntar o que faço com aquilo que aprendi.

A Maçonaria não convida a construir indivíduos melhores para que permaneçam isolados. O objetivo é que homens melhores contribuam para uma sociedade melhor.

Essa é a diferença entre conhecimento e sabedoria.

§ pergunta 07 · ao 1.º vigilante

o Venerável Mestre

Irmão 1.º Vigilante! Como batem os Companheiros?

Com uma batida lenta e duas rápidas.

§ pergunta 07 · o ritmo da batida

Entre a primeira e as outras duas, uma pausa

lenta rápida rápida a pausa

§ pergunta 08 · ao 1.º vigilante

o Venerável Mestre

O que significam estas batidas?

A primeira simboliza a meditação calma no aprendizado e as duas rápidas simbolizam a diligência no trabalho.

§ pergunta 08 · a primeira batida

A palavra do ritual é meditação calma

Pare

Pense

Observe

Compreenda

O aprendizado maçônico não é acumulação de informações. É preciso refletir, interiorizar e permitir que aquilo que aprendemos produza transformação.

§ pergunta 08 · as duas batidas rápidas

Depois da pausa vem o movimento

Primeiro pensar

Depois agir.

Primeiro compreender

Depois executar.

Primeiro estudar

Depois trabalhar.

§ a relação entre a pedra e as batidas

Um diz o que construir.
O outro diz em que ritmo

a Pedra Cúbica

o resultado do trabalho

Mostra o que estamos procurando construir.

as batidas

o ritmo desse trabalho

Ensinam como devemos trabalhar.

Pensar antes de agir e agir depois de pensar.

§ não confundir velocidade com pressa

O ritual podia ter três batidas iguais

três batidas iguais

uma lenta e duas rápidas

A diligência é ação consciente, cuidadosa e perseverante.

A precipitação é agir antes de compreender.

§ a pedra e o maço

O verdadeiro trabalhador conhece a medida

força excessiva

pode destruir

força insuficiente

pode não produzir resultado

domínio sobre a força

não basta possuí-la

O mesmo vale para nossas palavras, nossas emoções e nossas ações. Uma palavra dita no momento errado pode ferir.

§ razão e coração

As três palavras se repartem entre a pedra e o ritmo

Razão

a batida lenta

para compreender

Coração

a pedra cúbica

para orientar

Diligência

as duas rápidas

para realizar

Todo esse conhecimento precisa permanecer submetido à fraternidade e à humanidade.

§ o Companheiro como construtor

A pedra que precisa ser trabalhada
é também o próprio homem

cada vício superado

uma irregularidade removida

cada conhecimento adquirido

uma ferramenta incorporada

cada virtude praticada

uma face melhor acabada

cada erro reconhecido

uma oportunidade de corrigir a medida

§ uma pergunta para cada Irmão

Como está a minha
Pedra Cúbica?

está equilibrada? pronta para integrar-se à construção?

Estou meditando calmamente sobre aquilo que aprendo? E depois sou diligente no trabalho? Ou faço o contrário?

terceira parte

Ir. Carlos

Companheiro Maçom:
Régua Graduada, Esquadro e Compasso

09Que significa a Régua Graduada?

10Que significa o Esquadro?

11O Compasso?

§ companheiro · quem partilha do mesmo pão

A palavra atravessou o latim e o francês

cumpanis

latim · com pão, os que partilham do mesmo pão

compaim

francês antigo

copain

por influência popular · colega, companheiro

§ as ferramentas do grau

Cada uma põe à prova
algum critério absoluto

Ao contrário das do Grau de Aprendiz, as ferramentas do Companheiro são para pôr à prova.

É a característica que as torna adequadas para representar os modelos de moralidade, preocupação fundamental do Segundo Grau.

No Grau de Aprendiz a ferramenta se chama Régua de Vinte e Quatro Polegadas. A polegada é a 12.ª parte de um pé.

§ a medida variava de região para região

O pé não era o mesmo em toda parte

pé romano
pes

29,60 cm

pé inglês
foot

30,48 cm

pé francês
pied du roi

32,48 cm

Uma régua de 24 polegadas media 59,2 cm em Roma e 65,0 cm na França: quase seis centímetros de diferença no mesmo instrumento.

§ pergunta 09 · ao 1.º vigilante

o Venerável Mestre

Que significa a Régua Graduada?

A Régua Graduada nos indica a verdadeira grandeza das coisas e nos ensina que a Verdade só poderá ser alcançada pela pesquisa, ensaios e convicção próprios.

§ pergunta 09 · medir e traçar

A Verdade se alcança pela pesquisa,
pelos ensaios e pela convicção própria

régua

do francês règle

Regra, instrução, lei ou princípio a ser seguido.

medir e traçar

o que ela faz na pedra

Traça na pedra as adequações a serem realizadas.

Só o conhecimento da Verdade torna o homem livre de preconceitos.

§ pergunta 09 · a mudança de nome

A mudança de nome acompanha
a evolução do Maçom

06121824

1.º grau

Régua de Vinte e Quatro Polegadas, para dividir o tempo com sabedoria

2.º grau

Régua Graduada, indica a verdadeira grandeza das coisas

No Aprendiz, o número 24 representa as horas do dia. No Companheiro, o propósito muda com o nome.

§ pergunta 09 · o que a régua é para a maçonaria

A Régua Graduada tem mais caráter simbólico e filosófico do que matemático.

e é por isso que as polegadas variavam sem prejuízo do ensinamento

O Maçom deve pautar a vida segundo determinada medida, planejando-a e não se afastando daquilo que foi pensado.

§ pergunta 10 · ao 1.º vigilante

o Venerável Mestre

Que significa o Esquadro?

O Esquadro, pelo qual se constrói a obra, significa a Justiça severa em nosso comportamento e da qual não podemos desviar-nos sem tornar-nos passíveis de punição.

§ pergunta 10 · a ação sobre a matéria e sobre si

Ele determina a precisão dos nossos passos

O Esquadro simboliza a Equidade, a Justiça, a Retidão de conduta e o exato cumprimento do dever.

Em um sentido, representa a ação do homem sobre a matéria. Em outro, a ação do homem sobre si mesmo.

“Só quem souber esquadrejar poderá transformar a Pedra Bruta em Angular devidamente desbastada.”

§ pergunta 10 · horizontal e vertical

Sem ele a obra sai torcida,
desequilibrada e pronta para ruir

no esquadro

Permite o assentamento das pedras. Estável, resistente, bela e harmoniosa.

no olho

O esquadro é instrumento imprescindível na construção.

§ pergunta 10 · a sabedoria do maçom

“Feliz aquele que guarda a sua dignidade moral e respeita a alheia, conservando sagrados os limites formados pela Justiça e pelo Direito.”

ritual do companheiro · rito de schröder

É esta a verdadeira Sabedoria da Maçonaria.

§ pergunta 11 · ao 1.º vigilante

o Venerável Mestre

O Compasso?

Determina os limites dos deveres que o Maçom meticuloso deve observar em relação a todo ser humano e, em especial, a um Irmão.

§ pergunta 11 · cum passare, com passo

Ele simboliza tudo que não é matéria

O pensamento, o raciocínio, a sabedoria e os demais aspectos do intelecto.

Traçando círculos perfeitos, o seu significado está associado à busca pela perfeição. O círculo que ele traça delimita espaços e limites, e representa também a moderação e a prudência.

Do latim cumpassare: cum, com, mais passare, de passus, passo. Antigamente dar passos servia para algumas medidas, e o nome foi aplicado ao instrumento que também serve para medir distâncias em um mapa.

§ pergunta 11 · a abertura de noventa graus

Nesse ângulo o Compasso
reproduz o Esquadro

90°

No Rito Schröder o Compasso é aberto a 90° nos três Graus. Ele serve para estabelecer as medidas exatas e verificar a justeza das paralelas.

§ considerações finais · a busca da verdade

Nem sempre a nossa verdade
é a Verdade definitiva.

a régua busca, o compasso limita

A busca deve ser feita com Sabedoria e de forma moderada, respeitando-se os limites dos direitos dos outros.

§ considerações finais · a posição diz o grau

A disposição sobre o Livro da Lei
define o Grau de trabalho da Loja

1.º Grau

o Esquadro sobre
o Compasso

2.º Grau

o Compasso entrelaçado
com o Esquadro

3.º Grau

o Compasso sobre
o Esquadro

A matéria representada pelo Esquadro, o espírito pelo Compasso. No Segundo Grau, os dois em equilíbrio.

quarta e última parte

Ir. Leonardo

O Nível, o Prumo, a Trolha e o que distingue
o Companheiro: as quatro perguntas finais

12O Nível?

13O Prumo?

14Para que serve a Trolha?

15Em que o Companheiro deve destacar-se do Aprendiz?

§ a chave · ler o original de 1816

O ritual manda conferir o original alemão

1816

ritual original · Hamburgo

1960

revisão · Loja Absalom

2010

tradução e edição · GOP

“Mantivemos intactas a pujança e a beleza da linguagem que, em sua plasticidade e forma, aponta para grandes poetas, os Irmãos Lessing, Herder e Goethe.”
prefácio dos revisores · ritual do companheiro, p. 6

Um ritual que gaba a língua dos seus poetas convida a conferi-la. A licença está impressa na página seis.

§ pergunta 12 · ao 1.º vigilante

o Venerável Mestre

O Nível?

É o símbolo da origem da Igualdade entre os homens e indica que, em nossa Fraternidade, não podem existir pretensões de superioridade porque só é válido o mérito próprio.

§ pergunta 12 · a expressão em dois lugares

“É o símbolo da origem da Igualdade entre os homens e indica que, em nossa Fraternidade, não podem existir pretensões de superioridade porque só é válido o mérito próprio.”
catecismo do companheiro, p. 40

No original: ursprüngliche Gleichheit, igualdade originária.

Na segunda viagem, a mesma expressão: “o símbolo da Igualdade original de todos os seres humanos” (p. 25).

A origem da Igualdade aponta para um começo. A Igualdade original é a que sempre existiu.

§ pergunta 12 · a palavra que muda

“…porque só é válido o mérito próprio.”
catecismo do companheiro, p. 40

Essa mesma palavra, aqui traduzida como mérito, é traduzida como dignidade no ritual do Aprendiz.

“Nenhuma outra riqueza, senão os tesouros do espírito e do coração; nenhuma outra dignidade, senão aquela que o homem concede a si mesmo.”
ritual do aprendiz, p. 51

§ pergunta 12 · a mesma palavra, seis vezes

Em toda parte ela vira dignidade

pág.o que o ritual dizno original
24a sua dignidade moralsittliche Würde
24a dignidade alheiaWürde
33a verdadeira dignidade espiritualgeistige Würde
33a dignidade humanaMenschenwürde
35respeito pela dignidade humanaMenschenwürde
40só é válido o méritoWürde
“Aquilo que tem preço pode ser substituído por algo equivalente; aquilo que está acima de todo preço, e portanto não admite equivalente, tem dignidade.”
kant · fundamentação da metafísica dos costumes, 1785

§ pergunta 13 · ao 1.º vigilante

o Venerável Mestre

O Prumo?

Indica o sentido reto de nosso julgamento, que não deve guiar-se por considerações alheias ao Direito e à Verdade.

§ pergunta 13 · toda medida vem de alguém

As outras ferramentas dependem
de quem as usa

a régua

O pé e a polegada saíram do corpo de um rei. Alguém escolheu o tamanho.

o esquadro

Precisa de um canto onde encostar.

o compasso

Precisa de um ponto onde fincar e de uma abertura que alguém decide.

Todas medem a partir de uma escolha que veio antes delas.

§ pergunta 13 · o prumo acha sozinho

Solte um prumo em qualquer lugar do mundo:
todos apontam para o mesmo centro

o mesmo centro

A régua alguém mediu. O esquadro alguém encostou. O compasso alguém abriu. O prumo você solta, e ele acha sozinho.

§ pergunta 13 · o prumo e a verdade

O ritual amarra o Prumo à Verdade
três vezes, em três lugares

pág.o que o ritual diz do Prumo
24o símbolo da incessante procura pela Verdade · a verdadeira Beleza do Maçom
35o Prumo, que representa a verdade
40o julgamento que não deve guiar-se por considerações alheias ao Direito e à Verdade

A Beleza do Maçom, no Rito, é o que se encontra procurando. O Prumo é o instrumento dessa procura.

§ pergunta 14 · ao 1.º vigilante

o Venerável Mestre

Para que serve a Trolha?

Para proteger a obra contra influências externas destruidoras e o coração contra o ímpeto da sensualidade e das paixões.

§ pergunta 14 · a ferramenta na mão

Só a Trolha recebe para que serve?

instrumentoo Venerável perguntao verbo da resposta
09Régua Graduada Que significa a Régua Graduada? indica, ensina
10Esquadro Que significa o Esquadro? significa
11Compasso Que significa O Compasso? determina
12Nível Que significa O Nível? é o símbolo de
13Prumo Que significa O Prumo? indica
14Trolha Para que serve a Trolha? para proteger

O catecismo troca o molde na sexta pergunta.

§ pergunta 14 · a ferramenta na mão

Depois de medir,
alguém ainda precisa assentar

as métricas

régua · esquadro · compasso · nível · prumo

Cada um compara a obra com um padrão e ouve um sim ou um não. É o que mantém a parede no esquadro e no prumo.

a argamassa

trolha

Carrega argamassa, espalha, aperta na junta e alisa. O único que acrescenta material ao edifício, e termina o trabalho sem ter medido nada.

§ pergunta 14 · a ferramenta na mão

O martelo do Aprendiz desbasta a pedra que ele é.

pedra

irmão

O Companheiro recebe a ferramenta com que pedras se assentam umas nas outras.

§ pergunta 14 · o verbo do original

VM

Para que serve a Trolha?

1.º V

Para proteger a obra contra influências externas destruidoras e o coração contra o ímpeto da sensualidade e das paixões.

Proteger, no original, é o verbo de guardar sob custódia. O mesmo que se usa para o documento que se põe no cofre.

E o ímpeto das paixões, lá, é um assalto. A palavra é feita sobre Sturm, tempestade.

Uma tempestade bate na obra por fora. A outra se levanta dentro do peito. O catecismo pede a mesma guarda contra as duas.

§ pergunta 14 · um verbo, dois lados

Um só verbo guarda o edifício e o coração

o edifício

guardado contra o que vem de fora

verwahren

o coração

guardado contra o que já está dentro

A argamassa guarda a casa da chuva que bate de fora e do peso que empurra de dentro: sem a junta, as pedras escorregam umas sobre as outras sob o próprio peso.

§ pergunta 15 · ao 1.º vigilante

o Venerável Mestre

Em que o Companheiro deve destacar-se do Aprendiz?

Na maior habilidade quando no exercício das virtudes maçônicas e por uma incessante procura pela perfeição.

§ pergunta 15 · a régua de comparação

O Companheiro se mede
com o Aprendiz que ele foi

1.º grau · catecismo, p. 59

um Maçom de outras pessoas

2.º grau · catecismo, p. 40

o Companheiro do Aprendizele mesmo, há pouco tempo

Muda só a distância que o obreiro precisa vencer.

§ pergunta 15 · o que se cobra, e onde

O ritual mede o Companheiro
no exercício

p. 32 · o discurso do Mestre

“A formação do ser humano consiste no desenvolvimento consciente de suas capacidades.”

p. 40 · o catecismo

“Na maior habilidade quando no exercício das virtudes maçônicas.”

Capacidade é o que o Irmão traz. Habilidade é o que ele ganha usando. O catecismo cobra a segunda.

§ pergunta 15 · o verso de Goethe

Wer immer strebend sich bemüht, den können wir erlösen.

Goethe · Fausto, Segunda Parte, Ato V

“O ser humano jamais pode presumir que alcançou a meta final da perfeição neste mundo imperfeito; procurar, procurar consciente e continuadamente para alcançá-la, esta é a sua determinação terrena.”
ritual do companheiro, p. 21

“Incessante” soa como agitação sem pausa. O que o ritual pede é disciplina: acordar amanhã e voltar ao mesmo trabalho.

§ pergunta 15 · a palavra que atravessa

A mesma palavra, do pedido de promoção
à última pergunta

pág.o que o ritual diz
19pedem para serem promovidos a Companheiros, para se aperfeiçoarem na Maçonaria
21ninguém pode presumir que alcançou a meta final da perfeição neste mundo imperfeito
26cresce a obrigação do Maçom no trabalho para o seu próprio aperfeiçoamento
35o uso constante do Nível, do Prumo e do Esquadro leva à maior integridade possível no original, a maior perfeição possível
40por uma incessante procura pela perfeição

Nas cinco vezes a palavra é a meta do trabalho do obreiro sobre si mesmo.

O Catecismo
do Companheiro
no Rito Schröder

Alan · Aguinaldo · Carlos · Leonardo
Augusta e Respeitável Loja Simbólica
Schröder Londrina n.º 133
Grande Oriente do Paraná
08 de setembro de 2026